
Ativas vai investir R$ 100 mi na Capital
30/10/2009
BDMG Financia data center
A Ativas Data Center, empresa de tecnologia de informação (TI) pertencente ao grupo mineiro Asamar, vai investir cerca de R$100 milhões na construção do primeiro centro de data base da empresa. O empreendimento, que será inaugurado em março de 2010, reunirá o que há de mais modernos nos sistemas da data center do mundo.
Para dar continuidade ao projeto, que já está em andamento, foi assinado ontem, junto ao Banco de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (BDMG), um contrato de financiamento inicial de R$ 18 milhões. Nos próximos meses serão firmados novos contratos, alcançando montante total de R$ 50 milhões. O restante do investimento é proveniente de capital próprio. O contrato foi assinado ontem pelo presidente do Grupo Asamar, Alberto Soares, no BDMG.
Os recursos serão aplicados em projetos, obras civis, equipamentos para a central de data center e capital de giro para os próximos cinco anos. A obra do edifício, localizado no bairro Camargos, na região Noroeste de Belo Horizonte, já está em curso, com previsão de conclusão em dezembro.
De acordo com o diretor executivo da área de Negócios com o Setor Privado do BDMG, Fernando Lage de Melo, a linha de financiamento oferecida à Ativas é de longo prazo. O pagamento é fixado em oito anos, sendo três anos de período de carência, com indexação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e juros de 6% ao ano.
De acordo com o presidente da Ativas, Alexandre Siffert Colares, as condições de financiamento oferecidas pelo BDMG foram as mais atrativas do mercado.
“Nosso empreendimento é importante para o Estado. O BDMG, como um banco de fomento, está cumprindo o papel dele oferecendo vantagens para a expansão da empresa. A iniciativa da Ativas também está aliada à política do governo estadual, que incentiva o desenvolvimento das indústrias de TI, por serem grandes geradoras de empregos, desenvolvedoras de tecnologias e formadoras de mão de obra qualificada”, argumentou.
A expectativa é que as atividades sejam iniciadas em março de 2010. A tecnologia do novo sistema é considerada de última geração. A pesquisa para a composição do data center foi realizada em diversos países. O modelo é voltado para empresas de médio e grande portes. As atividades da Ativas serão iniciadas com clientes potenciais como a Unimed, Localiza, Ômega e o Laboratório Hermes Pardini.
O data center, modelo comercial, da Ativas é o primeiro de Minas Gerais na categoria Tier 3. “A instalação desta estrutura no Estado será essencial para a atração de novas empresas, para a geração de empregos. Além, disso, irá facilitar o atendimento e oferecer maior segurança às empresas locais” disse Siffert.
Atendimento – de acordo com o presidente do Conselho da Asamar e da Ale Combustíveis, Sérgio Cavalieri, a princípio, a Ativas irá atender aos clientes instalados em Minas Gerais. Em um segundo momento estenderá para o atendimento em nível nacional e no futuro aos consumidores estrangeiros. Cerca de 100 postos de trabalhos diretos e 200 indiretos serão gerados com o início das atividades da empresa.
“Com a criação do data center, Minas Gerais passa a ser referência no oferecimento do sistema de data base. Somente São Paulo e Rio de Janeiro possuíam centros parecidos com o que será criados no Estado, porém o nosso é o mais modernos e o único certificado pelo Uptime Institute”, disse Cavalieri.
Fundada em dezembro de 2008, a Ativas Data Center é uma empresa de tecnologia de informação voltada para a terceirização, hospedagem e gerenciamento de base de informações. Mesmo diante da instabilidade de mercado, provocada pela crise financeira mundial, a empresa se mantém em ritmo de crescimento.
A expectativa é que nos próximos cinco anos a empresa fature cerca de R$ 200 milhões por ano. A meta de faturamento foi revisada neste ano devido à instalação do data center – a inicial era de R$ 100 milhões.
De acordo com o presidente da Ativas, a expectativa é crescer 30% ao ano. A estimativa está acima das projeções de mercado para do setor de TI, que é de 15% ao ano. O investimento em tecnologia de ponta, capacitação dos funcionários e constantes atualizações dos sistemas são os principais aspectos que irão alavancar o faturamento da empresa.
“investir em tecnologia se tornou essencial para qualquer empresa que queira manter a competitividade diante da alta concorrência de mercado. Vamos oferecer um serviço seguro e com grande potencial para reduzir os custos das empresas contratantes”, disse Colares.
Grupo Asamar supera efeitos da crise
As empresas do grupo Asamar estão conseguindo superar os efeitos negativos provocados pela crise financeira mundial. A AleSat Combustíveis S/A deve apresentar crescimento de 17% no ano frente aos resultados obtidos em 2008. Outras empresas, como a Codeme Engenharia S/A e a Masb Desenvolvimento Imobiliário S/A, vão manter o faturamento estável em relação ao exercício anterior.
A estabilidade é considerada positiva, já que as empresas, ligadas ao setor da construção civil, sofreram impactos negativos ao longo do primeiro semestre. O desempenho positivo da AleSat é atribuído à aquisição da nordestina Sat e de pontos de revenda da argentina Repsol no Brasil, que ajudaram a aumentar as vendas. Em 2008, o faturamento da empresa foi de R$ 130 milhões. Para este ano é esperado incremento de 17%.
A empresa possui uma rede de 1,7 mil postos revendedores em 22 estados. As incorporações fazem parte de um plano de expansão dos postos e o Estado é o responsável por 20% do faturamento global da companhia, que em 2008 ficou próximo a R$ 6 bilhões.
Retomada – de acordo com presidente do Conselho da Asamar e da AleSat Combustíveis, Sérgio Cavalieri, a estagnação da Codeme e da Masb foi provocada pela instabilidade do mercado durante o primeiro semestre, devido à crise financeira mundial. A retomada do crescimento é esperada em 2010.
A Codeme, especializada na construção de prédios em aço, deve manter o faturamento próximo ao obtido em 2008, cerca de R$ 168 milhões. A expectativa é retomar o crescimento em 2010, já que o mercado vem apresentando melhoras significativas desde julho.
Os principais clientes da construtora são as empresas de mineração e de siderurgia. A empresa também produz galpões e estruturas para centros de distribuições (CD). A atividade foi a principal responsável por atenuar os impactos negativos da crise, absorvendo a queda na demanda registrada nos setores de siderurgia e mineração.
“No início de 2009, o mercado retraiu o que provocou a diminuição dos negócios. Com a retomada da economia e das atividades industriais conseguimos recuperar parte das perdas e vamos fechar o ano com a estabilidade”, disse Cavalieri. (MV)
Michelle Valverde
Fonte: Diário do Comércio
Matéria original: http://clipping.interclipnet.com.br/interclipping/conteudo/clipvisu.php?prm1[]=99580&prm2[]=pmis



